Tejo

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A diversidade da Charneca do Tejo

Prova por João Silvestre (Director-geral, CVR Tejo)

A região do Tejo produz mais vinho branco do que tinto, uma originalidade que deriva sobretudo da importância da casta Fernão Pires, um emblema diferenciador de que a região se orgulha. O rio Tejo marca a região, divide-a em zonas distintas que vão dos terrenos de aluvião (a zona do Campo) até aos terrenos argilo-calcários (o Bairro) e arenosos (a Charneca). São 12 500 hectares de vinhedos onde cabe uma multiplicidade de castas, muitas delas relativamente recentes na região, mas que aqui se mostram muito bem. Depois da Fernão Pires, temos Arinto, Chardonnay, Viognier e Sauvignon Blanc, entre outras. A ligação em lote de Arinto com Chardonnay tem mostrado ser uma autêntica bandeira da região, de tal forma resulta bem. E nos tintos o Tejo recebeu bem a Syrah, a Touriga Nacional e a Tinta Roriz, que vieram fazer companhia às tradicionais Trincadeira e Castelão. A região tem vinhas de elevada produtividade (essencial para a boa relação qualidade/preço), mas a tendência actual é apostar nos vinhos de qualidade e com carácter e alma regional. Desde Tomar, a norte, até à lezíria, produzem-se vinhos de intensa atracção, muito gastronómicos. E se até há pouco tempo a conotação regional ia para os vinhos de preço mais competitivo, hoje o Tejo orgulha-se dos seus topos de gama que ombreiam com os melhores brancos e tintos de outras regiões. Os vinhos com origem na Charneca, a zona arenosa e de clima mais seco e quente do Tejo, são um excelente exemplo da qualidade e versatilidade da região.

– A. C. A. Fernão Pires branco 2018
Região: Do Tejo
Produtor: Adega Cooperativa de Almeirim
Castas: Fernão Pires
Álcool: 12,5%

– Tyto Alba Touriga Nacional tinto 2018
Região: Do Tejo
Produtor: Companhia das Lezírias
Castas: Touriga Nacional
Álcool: 14%

– Falcoaria tinto 2016
Região: Do Tejo
Produtor: Casal Branco
Castas: Castelão, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Álcool: 14%

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